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Se me perguntarem se eu sempre sonhei ser mãe eu responderei “não”. Durante a infância, brinquei com “nenucos” mas nunca desempenhava o papel de “mãe”, este sempre ficou a cargo das amigas e irmãs e até do irmão… eu sempre fui o cão! É verdade, a minha paixão desde que me conheço.

Na adolescência, ouvi  e vi algumas colegas de escola engravidarem, algumas delas felizes, outras nem tanto.

Quando cheguei à idade adulta, pensava que “lá para os 30 penso nisso, talvez venham aos 30 e poucos”. Tive uma vida académica bastante prelongada uma vez que tirei dois cursos superiores e com mais quatro irmãos, nunca senti a necessidade de ter um bebé.

Também nunca sonhei com o meu casamento: sempre achei que uma relação dificilmente resistiria ao peso do tempo e da convivência prolongada. A liberdade para mim sempre foi o mais importante. Casei-me.

Não foi cedo nem tarde, mas sim quando o coração assim falou. Quando muitos dizem “casamento é só um papel”, eu concordo e digo o mesmo… “então, se é só um papel, ‘bora lá casar”. Juntámos amigos chegados e família mais próxima, casámos num final de tarde e celebrámos com um jantar.

Um ano antes, já tinha-mos falado em filhos. E, nesse mesmo ano, tic tac tic tac, o relógio biológico disparou.

 

Não foi porque comecei a ver bebés à minha volta nem porque achei que estava a ficar para tia. A razão foi outra. Um dia, entrei em casa e senti um enorme vazio dentro dela.

Apesar da nossa cadela dorminhoca, faltava-lhe vida, barulho, confusão… curiosamente, não me recordo se foi no mesmo dia, mas se não foi esteve muito perto, que o marido me confessou que, tinha entrado em casa e tinha-lhe apetecido ter uma criança a correr em direcção a ele!

Concluí que, o mais importante que tinha era o meu relacionamento e que queria ter um filho. Passei a querer ser mãe! A carreira não era o mais importante. Já tínhamos alguma estabilidade financeira e, se fossemos esperar o momento certo, ele nunca chegaria porque haveria sempre um “mas é melhor ser depois de…”.

 

A decisão estava tomada. Consulta de ginecologia para apresentar os resultados das análises. “Está tudo OK, tome lá o Ácido Fólico, a menina é nova vai engravidar rapidamente.” Isto era o que eu tinha desejado ter ouvido do Ginecologista. Caso não tivesse relatado que há mais de 6 meses não tomávamos nenhum tipo de contraceção.

Mesmo assim o Dr. disse que só ao fim de 1 ano sem contraceções poderíamos partir ou ser encaminhados para consultas da especialidade em infertilidade. E lá saí eu de consulta apenas com indicação para tomar ácido fólico e esperar mais 6 meses a 1 ano.

Estávamos em Maio de 2009.

 

 

Cláudia WiY
Cláudia WiY

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